quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Relação com a dor e dinâmica masoquista

A relação da masoquista com a dor é direta, mas vai existir de diferentes formas, não precisa ser apenas física. É extremamente excitante a tortura psicológica e a humilhação, o medo de ameaças, o medo de saber que algo pode acontecer, hipnotiza e quanto pior ficar, mais vai gostar e envolver-se na relação.

A surra eu diria que é o prêmio maior, estar indefesa nas mãos de um sádico e posso afirmar que punir uma masoquista, não fazendo nada, significa em perda de interesse por parte dela, mas castigá-la com algo que não suporte. Isso a domina completamente.

A dinâmica é muitas vezes desafiadora, com o intuito de receber punições, de promover seu próprio sofrimento. Mas o prazer é evidente em seu rosto, ao ver o Dominador com raiva, quase sem controle.

O instinto é provocar para descobrir até que ponto o Dominante chega. Se ele exagera em limites, não serve e se ela consegue dominar a situação, melhor esquecê-la.

Entretanto, achar que esta conduta é sempre uma constante, é um pensamento equivocado. Porque não tem muita graça, provocar 24 horas, isso significa que ele não tem capacidade e só vai aplicar o castigo, mediante uma provocação. Muitas vezes é algo que passa quase imperceptível e apenas ela vai perceber a fragilidade e atos falhos do outro. Jamais está direcionada à agressão gratuita, mas em jogo de palavras e trejeitos. E não é correto, confundir provocação com falta de respeito e vulgaridade.

Outro pontinho fundamental, a masoquista não se oferece, pode até demonstrar um leve interesse, mas quer mesmo é ser caçada, seduzida, tornar-se prisioneira, no sentido direto da palavra, ser dominada de verdade. Não atrai a submissão consentida, de forma fácil e sem esforço do Dominador, a tal submissão de prateleira.

É sempre a emoção e o Dono a parte racional, porque a necessidade de sentir o medo, a própria dor, levará a esquecer qualquer regra e cabe exclusivamente a ele, decidir o caminho a seguir.

Bruna

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